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Etrius, é um ancião Tremere de 4ª geração, uma cria adotiva e aprendiz do próprio Tremere. Etrius continua sendo um dos discípulos mais fiéis do adormecido Antediluviano, ocupando um assento no Conselho Interno dos Sete como Conselheiro responsável pela Europa Oriental.

BiografiaEditar

O chamado sedutor da mágika acena para muito poucos, mas aqueles poucos que escutam esse chamado não o recusam. Um pequeno menino sueco chamado Etrius escutou o chamado em sua pequena aldeia medieval. Ele não podia controlar sua força, e suas visões mágikas quase o levaram à loucura. Finalmente, a tímida, calma, e introspectiva criança deixou sua casa e embarcou em uma solitária, perigosa, e ambiciosa peregrinação para encontrar os magos. Ele chegou exausto no Covenant Tremere da Suécia. Os Magis Tremere imediatamente reconheceram seu potencial e tomaram-no como um principiante.

Etrius rapidamente distinguiu-se, dominando feitiços complexos com energia e habilidade. Um inexorável fogo brilhava no calmo menino, dirigindo-o a enterrar-se mais e mais fundo dentre a paisagem oculta. Quando ele dominou tudo que o Covenant Sueco podia lhe ensinar, ele foi transferido para o Covenant da Transilvânia, que procurava vigorosamente novos iniciados. Embora ele pudesse outra vez alimentar sua obsessão com novos feitiços, sua felicidade foi-se quando ele tropeçou em um segredo horrível.

A mágika estava morrendo lentamente, vazando para fora do mundo dos homens. Até mesmo as milenares criaturas encantadas estavam sumindo da realidade terrena. Os poucos Magis que sabiam sobre a Grande Perda encararam um futuro incerto, de pouco poder e de mortalidade.

O grande, e carismático mago Tremere recusou-se a aceitar a Grande Perda, e desejou com esperança que um dia a mágika pudesse voltar. Ele declarou que sua Ordem de Hermes iria sobreviver à perda da mágika por quaisquer meios necessários. Ele testou muitos feitiços para criar vida eterna, mas encontrou em todos eles uma falha fatal, já que todos eles tiravam suas forças da agonizante fonte de mágika do mundo. No fim ele concluiu que a única forma de imortalidade não degradada severamente pela perda da mágika era o vampirismo.

As ideias do Tremere desencadearam uma tempestade de fogo dentro da Ordem dos magos. Muitos viram o plano como um jogo louco que arriscava sacrificar suas almas e humanidade pela vida eterna. Eles poderiam não sobreviver a provação como homens, mas como monstros sem alma.

Intrepidamente, Tremere juntou seus mais dedicados seguidores à tarefa. Etrius desgostoso sobre o plano discutiu contra isto. "E se a imortalidade não puder ser separada da maldição de vampirismo?" ele perguntou. "O que será então?"

Mas o Tremere estava usando sua obediência e finalmente convenceu-o. Etrius obedientemente caiu por terra e levou a cabo a pesquisa crucial no plano. Mas do princípio ao fim, ele temeu entregar a essência de sua humanidade.

AbraçoEditar

Os Magis situaram-se no Covenant da Transilvânia, e utilizaram os corpos de vampiros Tzimisce capturados para invocar e transferir a imortalidade dos vampiros para eles mesmos. Mas os feitiços foram em vão. Lançaram a dor através dos corpos dos magos como garras. Seus órgãos secaram, seus corações pararam, e o sangue puro em suas veias tornou-se veneno. O colapso dos Magis, veio com agonia. Como Etrius controlava seu próprio sangue corrompido, ele sentiu alguma coisa preciosa e quase invisível fugindo de seu corpo. Etrius lamentou sua perda sem conhecimento completo do que havia acontecido. Ainda que todos tenham sobrevivido, sobreviveram como vampiros.

Nos dias caóticos que se seguiram, os vampiros Tremere avidamente abraçaram a perda de sua humanidade, manobraram para arrancar o controle da nova Ordem vampírica das mãos dos Magis mais relutantes. Etrius sofreu um ataque de bolhas mágikas de rivais que sentiram que ele era fraco demais para ser um deles.

Tremere temia perder uma balança cheia de opiniões dentro sua nova Ordem, e atacou seus filhos sem lei. Ele forçou suas legiões vampíricas a parar de lutar entre si, e com um Laço de Sangue uniu-os em uma hierarquia rígida abaixo dele - sua pirâmide do poder. Para manter a honestidade, ele ligou-os por laços telepáticos e manteu vigilância constantes sobre eles. Quaisquer vampiros Tremere que não agiram nos interesses do líder desapareceram, e um membro mais merecedor pegou seu lugar na pirâmide.

Tremere recompensou o fiel Etrius fazendo dele um dos sete vampiros em seu Círculo Interno. Mas Etrius perguntou-se se Tremere realmente sabia do princípio ao fim que o feitiço poderia transformá-los em vampiros. Suas dúvidas enfraqueciam seu respeito ao grande mago.

Não-VidaEditar

Etrius continuou seus estudos sobre magia, aliviado em saber que suas habilidades magicas não tinham sido sacrificadas junto com sua humanidade. Ele avidamente estudou seu novo corpo físico e dons mágicos, curioso sobre todas as mudanças em seu corpo, sua mente e sua vontade. Por um tempo, ele esteve feliz.

Mas Tremere não estava satisfeito em olhar seu interior e contemplar a mágica. Ele focou exteriormente, com poder temporal. Ele enviou os sete vampiros que compunham seu Círculo Interno para dominar o restante da Casa Tremere. Etrius entristecido, deixou sua torre de pesquisa e viajou pela Europa, tornando velhos amigos em vampiros subservientes e ligando-os a seu novo Clã.

A maior resistência que o “Clã” Tremere enfrentou, veio dos outros treze Clãs de vampiros, que consideraram o novo grupo um perigoso intruso dentro seu mundo nitidamente organizado. Eles se sentiram violados por este emergente Clã de vampiros que não descendiam de Cain e não tiveram nenhum progenitor Antediluviano.

Mas Tremere tinha a solução para esse problema. Como ele observou a escuridão, o mundo antigo da cultura vampírica, ele aprendeu que um vampiro pode absorver a força de qualquer outro vampiro cujo sangue ele consome, até mesmo um progenitor Antediluviano. Ele convocou seu Círculo Interno e os colocou para trabalhar pesquisando o poder do Antediluviano. Etrius veio outra vez, elaborando feitiços inteligentes para localizar um vampiro de terceiro de geração adormecido.

Eles localizaram vários, mas escolheram Saulot, fundador da linha dos Salubri. Etrius se sentiu incomodado atacando o fraco e indefeso Saulot, mas não podia formular nenhuma razão real para sua resistência. As energias magicas desprendidas por Saulot foram estranhas e puras, e eles ficaram aterrorizados. Tremere anulou Etrius e decidiu atacar Saulot.

Tremere e seu Círculo Interno sobrepujaram a força do Clã inteiro e levantaram Saulot do torpor. Tremere prendeu o Antediluviano magicamente, e bebeu seu sangue. Na loucura acelerada do frenesi de sangue, apenas Etrius notou que matar Saulot esteva longe de ser fácil.

Saulot morreu com um olhar de serenidade que congelou Etrius até os ossos.

Depois de consumir o poder de um vampiro fundador de Clã, Tremere podia chamar sua casa de um verdadeiro Clã de vampiros, e forçou os outros Cainitas a levá-lo a sério. Os outros Clãs tremeram de terror com como o Tremere destruiu os vampiros Salubri, sabendo que cada Antediluviano imortal, era tão vulnerável como qualquer neófito. Etrius contou seus medos ao Tremere, mas o senhor do mago recusou-se a escutar, voando alto nas ondulações de seu poder recém descoberto. Uma vez que Tremere entrou em torpor, o debate oficialmente terminou.

O relutante mago vampiro Etrius, vive com medo do futuro. Saulot sabia alguma coisa que os outros vampiros não sabiam, alguma coisa velha, sombria, úmida e a muito enterrada. Isto assustou Etrius como nada o havia feito antes.

Ele vaga pelos abrigos dos Tremere, queimando lentamente, inquieto e com medo. Seu prazer em aprender, sua curiosidade questionante, sua paixão pela mágica, e tudo que uma vez o motivou se transformara em cinzas. Ele ainda tem pesadelos desse ato. A diablerie que ele ajudou Tremere a realizar, caça-o como um espectro. Nas horas mais escuras da noite ele sucumbe à depressão, concluindo que ele cruzou uma linha invisível e não pode mais cruza-la de volta. Etrius suspeita que seu ato tenha liberado alguma coisa terrível no coração do mistério vampírico.

Ele não sabe o que. Ele não sabe como. Ele só conhece o olhar na face de Saulot, como se Saulot de algum modo tivesse invocado o ataque. Como se o Antediluviano tivesse atingido a Golconda, e, daquele estado místico de pureza, desejosamente tenha aceitado Tremere em sua alma.

GaleriaEditar

ReferênciasEditar

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